Simplicidade e Trabalho

Júlio Sérgio de Vasconcelos, 52 anos.

postado em 14 / 2 / 2020 | atualizado em 20 / 7 / 2020

A Fazenda Salgado guarda muitas histórias da família do fazendeiro Júlio Sérgio de Vasconcelos, 52 anos. O pai dele, Francisco Maria Vasconcelos, 87 anos, mora na propriedade há 60 anos, desde a época em que se casou. “Vivo aqui há 60 anos, desde o primeiro dia de casamento”, revela.  “A fazenda era um rancho de roça”, relembra. Apesar da idade avançada, a memória afetiva do patriarca continua intacta. “A vida aqui sempre foi muito boa”, garante.


Hoje a fazenda continua sendo administrada pela família. Júlio trabalha no local com a ajuda de mais sete funcionários.
É uma área com 5,2 hectares, 130 vacas em lactação, que rendem uma produção diária de 1.600 litros de leite por dia.
Tão antiga quanto a dedicação da família com a fazenda, é a relação com a Coopel. “Somos cooperados há uns 32 anos”, conta o fazendeiro. E a rotina, como sempre, começa muito cedo. “Acordo, quando preciso ir para a rua, às 4h. Para atuar na fazenda, às 5h. O trabalho termina por volta das 18h”, enumera Júlio.

 

Todo esse esforço é alimentado pelo amor à vida no campo, um legado que ele deseja ser honrado pelas gerações mais novas. “Quero que as pessoas mais novas da minha família deem continuidade ao trabalho”. Júlio é casado com Normélia Pereira de Vasconcelos e é pai de Júlia Márcia Pereira de Vasconcelos.

 

Todos os insumos e o aconselhamento técnico para manutenção e expansão das atividades passam pelo crivo da Coopel. “Gostamos muito de lá! Tanto que nunca tivemos outra cooperativa! Tudo o que precisamos, seja técnico, veterinário e demais setores, somos sempre atendidos na hora”, exalta.

 

Sempre de olho nas melhorias, Júlio faz e executa planos com a ajuda da Coopel. “Desejamos melhorar a produção do leite e também a irrigação. Estamos fazendo uns testes e, se a safra for satisfatória, vamos expandir. Nosso desejo é crescer”, relata. “Agradeço a boa vontade de todos da Coopel, caso do Edilucio e do Leandro, uns meninos ótimos! Que nossa parceria continue”, finaliza o produtor.


PALAVRA DA COOPEL
“Propusemos fazer a área irrigada. Ele já tinha parte do material e compramos o restante que faltava na Coopel. Fizemos todo o trabalho de plantio e hoje temos o resultado de um produtor que é referência para todos os fazendeiros
que pensam em ter uma irrigação de malha visando o crescimento. Um caso de sucesso entre os produtores que a Coopel atende. Fizemos uma aspersão com a Biomatrix 3069 PRO2”, conta o Engenheiro Agrônomo da Coopel, Leandro Sampaio.


O uso estratégico de grãos na silagem vai influenciar positivamente a produção de leite na propriedade. “Teremos um  produto de mais qualidade, resultando na baixa do custo na formulação da dieta”, projeta. A expectativa é ter uma colheita que deve superar as 50 toneladas de grãos por hectare com essa técnica de irrigação. “Optamos por uma adubação mais pesada para bater essa meta. Até o fim do ano acreditamos que vamos fazer uso total da área com a irrigada”.


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Lealdade e Simplicidade

15 de Setembro 2020

     Com 35 anos de casa, Francisco Eustáquio Pereira, o Macarrão, 54 anos, é um patrimônio da Coopel. Gentil, comunicativo e muito comprometido com seu trabalho, o colaborador ingressou na Cooperativa com apenas 18 anos, em 1985. “Comecei como limpador de carros, e, como eu gosto muito de ajudar, me chamaram para trabalhar com os frentistas na bomba”, relembra. “Alguns anos mais tarde fui chamado para ser gerente do lava jato e fiquei na função por um ano e meio, mas pedi para voltar para a bomba. É o serviço que mais gosto”, afirma. Mas o colaborador gosta
mesmo é de trabalhar na Coopel. “Trabalho feliz em qualquer função porque a Cooperativa é um lugar ótimo para trabalhar”,revela.
     Filho de uma família simples, Macarrão, acredita que, se não tivesse conseguido uma oportunidade na Coopel, teria
continuado a sustentar a sua família com o trabalho na roça (primeira ocupação profissional ao lado do pai) ou como ajudante de pedreiro. “Estudei até o início do ensino médio. Tive que parar de estudar para ajudar minha família e não me arrependo. Faria tudo novamente”, garante. Além disso, ele reconhece que a Coopel garante todos os direitos dos trabalha- Francisco Eustáquio Pereira, o Macarrão, 54 anos dores “pagando o salário em dia, as férias e incentiva muito o crescimento dos funcionários”, acrescenta.
     “Hoje tenho minha casa e uma vida estabilizada graças à Coopel”, aponta. Macarrão é bastante extrovertido e brincalhão. Contudo, o trabalho sempre está em primeiro lugar. “Gosto de trabalhar com gentileza, seriedade e adaptação àsmudanças”, explica.
     Fora da Coopel Francisco gosta de sair para bares e pizzarias. “Por causa da pandemia estou mais dentro de casa. Faço um churrasco de vez em quando, mas, não sou caseiro”. Macarrão torce para o Cruzeiro, mas já aposentou as chuteiras. “Hoje só assisto os jogos”.
     Um conselho que Francisco deixa para os mais novos é saber atender o cliente com muita atenção e fazê-lo sentir-se especial. “Somos prestadores de serviços e devemos buscar o melhor sempre”, acredita. “Também gostaria que os colegas mais novos ficassem menos atentos ao celular, isso não faz bem para o trabalho”, alerta. E outra prática recorrente do colaborador é a gratidão. “Agradeço a todos os que estiveram e estão comigo aqui na Coopel.
Somos uma família e trabalhar aqui é muito bom”. Francisco é casado com Ivandercy Afonso e o casal não tem filhos.

Laços de Sangue e Terra

15 de Setembro 2020

     Uma família enraizada na força da fazendeira Valdete Isabel Maciel Garcia, 75 anos. A fazenda Pedro Moreira é mais que uma fonte de renda. É um laço emocional em família. O fundador da propriedade, Carlos Garcia de Campos Cordeiro, falecido em 2018, pediu para a esposa que mantivesse o negócio em atividade após sua partida. “Por causa do leite, fonte de renda da família”, explica a viúva. Após a morte do patriarca, o filho Gilbert assumiu as rédeas da produção leiteira ao lado da mãe. Entretanto, poucos meses depois perder o pai, o jovem perdeu a vida em um acidente. Mais uma imensa dificuldade que Valdete precisou superar. “Foram perdas muito próximas. Eu amava meu marido e meu filho era minha grande paixão”, desabafa. “Busquei forças em Deus e em Nossa Senhora para seguir em frente”, acrescenta.
     Com a ajuda dos outros filhos e agora dos netos, Valdete acompanha com olhos atentos a produção diária de 2.500 litros de leite e uma lavoura de aproximadamente 60 hectares (pivô central), a rotina de cuidados com o rebanho, o cotidiano doméstico e a vida familiar. “Quando nos casamos, viemos morar aqui. Na época, meu marido e os irmãos Lucas, Davi e Mateus (os quatro fundaram a propriedade), cuidavam de tudo”,relembra Valdete. Após as traumáticas perdas, a matriarca teve suas energias renovadas na competência dos netos e na dedicação dos funcionários. “O Juninho, meu neto, me ajuda e tenho uma equipe muito boa”, reconhece.
     Juninho é o apelido de José Alípio de Oliveira Campos Júnior, 25 anos. O técnico agrícola dedica o seu conhecimento para cuidar da fazenda junto com a avó. “Saio de casa às 4h50 da manhã e fico o dia todo na propriedade, acompanho tudo. Só vou à cidade quando precisamos fazer alguma atividade relacionada à fazenda”, conta o rapaz que se dedica aos negócios da família desde muito jovem. “Quando eu era criança, vinha para cá todo fim de semana e quando cresci, a fazenda tornou--se o meu trabalho”, relata o técnico agrícola.
     O terreno tem cerca de mil hectares e abriga 150 vacas em lactação. Valdete também tem um rebanho de corte. A fazendeira tem mais uma filha, Geovana Geralda Maciel Garcia, mãe de Leandro e Leonardo, seus outros netos. Os três moram na cidade. Ela ainda conta com a ajuda de Rafael, filho de Gilbert e da viúva do filho. “Minha vida seria muito difícil sem a fazenda porque já perdi meu marido e meu filho e a minha filha mora na cidade com os filhos”.
     A maioria dos insumos utilizados na fazenda são adquiridosna Coopel: adubo, fungicida e semente, por exemplo. “É uma lavoura que exige muita responsabilidade e dedicação. Venho para cá às 9h da manhã e já aconteceu de eu ficar aqui até 1h da manhã”, conta Ronan Amaral, funcionário da fazenda há quatro anos. “Gosto muito da pontualidade da Coopel e os produtos para plantio são muito bons”, elogia o funcionário. Valdete possui contrato de insumos fechado com a cooperativa, o qual garante preço fixo e maior controle em seus planejamentos. Dessa forma, a produtora consegue otimizar seus custos e realizar outros investimentos em sua propriedade. “Temos tudo à disposição na Coopel, os profissionais nos atendem super bem. Sempre recomendo a cooperativa. Estou aqui porque a Coopel
e Sicoob Credipeu acreditaram em mim. Espero que todos da equipe sejam muito felizes”, deseja Valdete. 
     Os administradores da propriedade estão fazendo um investimento numa represa. “Se der certo, vamos colher até trêssafras por ano”, frisa Ronan. Além de plantar soja, Valdete deseja comprar mais cabeças de gado para reprodução.

Doce Determinação

14 de Agosto 2020

Ana Clara Silva Santos é uma das mais jovens e queridas colaboradoras da Coopel. Com apenas 21 anos, a caixa do supermercado está na Cooperativa há apenas oito meses e é reconhecida pela alegria, gentileza e delicadeza com que trata colegas, superiores e os clientes. Antes de chegar à Coopel, Ana trabalhou em outro supermercado da região. Ela deixou o emprego após passar por uma depressão e, após se recuperar, ela resolveu vender doces na rua para ajudar a família. “Eu estava vendendo os doces quando coloquei meu currículo para ser menor aprendiz. O fiz sem esperanças, porque eu já tinha 20 anos. Mas fui selecionada pela Cooperativa e foi uma grande surpresa! Sempre sonhei em trabalhar aqui”, celebra.

 

Sua chegada na Coopel aconteceu em novembro do ano passado. “Trabalhei como menor aprendiz ao lado do Leandro e do Paulo no setor de compras, nos meses de novembro e dezembro. Em janeiro o Thiago me convidou para trabalhar no supermercado. Gostei da proposta e aceitei o desafio”. Para ela, o aumento da responsabilidade foi um desafio perante sua pouca idade e inexperiência, mas, também uma recompensa pela seriedade ao desempenhar suas funções.

 

A colaboradora acredita que a Coopel a fez ter uma nova visão da vida. “A Coopel mudou muito a minha vida! Hoje ajudo mais a minha família e tenho certeza que quero crescer aqui”, revela. A jovem pretende estudar administração de empresas com a política de bolsas da Coopel e alcançar outros cargos dentro da Cooperativa. “Entrei como menor aprendiz e hoje sou operadora de caixa. A Coopel nos dá oportunidade de crescer na empresa e nos incentivam a estudar. Eu tenho muita vontade de fazer administração e ainda não comecei a estudar por causa da pandemia”, explica. “Isso prova que quando a empresa é boa, ela deseja ver o funcionário evoluir.Por isso, acho que a Cooperativa é a melhor empresa da região e o melhor lugar onde já trabalhei”.

 

Ana Clara nasceu em Belo Horizonte e mora em Pompéu desde bebê. “Sou daqui”, decreta. Sua mãe, Maria Marcilene, trabalha como empregada doméstica. E o pai, Togalma Araujo de Souza, conhecido como “Diguerra”, é uma referência para ela. “Minha mãe é uma mulher muito batalhadora e meu pai é um homem muito altruísta. Os dois me ensinaram a batalhar pelos meus sonhos”, reconhece. “Mas meu espelho é minha avó, a Maria da Conceição, meu xodó”, se derrete.

 

Quando esteve depressiva, Ana se afastou das pessoas e saiu de seu antigo emprego. A oportunidade na Coopel lhe deu a motivação necessária para recuperar totalmente a alegria de viver. “Hoje sou mais madura e a Cooperativa me ajudou muito nesse aspecto. Aqui me relaciono muito com as pessoas e tenho o apoio de todos, por isso, não posso deixar de agradecê-los, principalmente a Andreia, o Bruno, o Paulo e o Leandro”, encerra.