Laços de Sangue e Terra

Valdete Isabel Maciel Garcia, 75 anos

postado em 15 / 9 / 2020 | atualizado em 15 / 9 / 2020

     Uma família enraizada na força da fazendeira Valdete Isabel Maciel Garcia, 75 anos. A fazenda Pedro Moreira é mais que uma fonte de renda. É um laço emocional em família. O fundador da propriedade, Carlos Garcia de Campos Cordeiro, falecido em 2018, pediu para a esposa que mantivesse o negócio em atividade após sua partida. “Por causa do leite, fonte de renda da família”, explica a viúva. Após a morte do patriarca, o filho Gilbert assumiu as rédeas da produção leiteira ao lado da mãe. Entretanto, poucos meses depois perder o pai, o jovem perdeu a vida em um acidente. Mais uma imensa dificuldade que Valdete precisou superar. “Foram perdas muito próximas. Eu amava meu marido e meu filho era minha grande paixão”, desabafa. “Busquei forças em Deus e em Nossa Senhora para seguir em frente”, acrescenta.
     Com a ajuda dos outros filhos e agora dos netos, Valdete acompanha com olhos atentos a produção diária de 2.500 litros de leite e uma lavoura de aproximadamente 60 hectares (pivô central), a rotina de cuidados com o rebanho, o cotidiano doméstico e a vida familiar. “Quando nos casamos, viemos morar aqui. Na época, meu marido e os irmãos Lucas, Davi e Mateus (os quatro fundaram a propriedade), cuidavam de tudo”,relembra Valdete. Após as traumáticas perdas, a matriarca teve suas energias renovadas na competência dos netos e na dedicação dos funcionários. “O Juninho, meu neto, me ajuda e tenho uma equipe muito boa”, reconhece.
     Juninho é o apelido de José Alípio de Oliveira Campos Júnior, 25 anos. O técnico agrícola dedica o seu conhecimento para cuidar da fazenda junto com a avó. “Saio de casa às 4h50 da manhã e fico o dia todo na propriedade, acompanho tudo. Só vou à cidade quando precisamos fazer alguma atividade relacionada à fazenda”, conta o rapaz que se dedica aos negócios da família desde muito jovem. “Quando eu era criança, vinha para cá todo fim de semana e quando cresci, a fazenda tornou--se o meu trabalho”, relata o técnico agrícola.
     O terreno tem cerca de mil hectares e abriga 150 vacas em lactação. Valdete também tem um rebanho de corte. A fazendeira tem mais uma filha, Geovana Geralda Maciel Garcia, mãe de Leandro e Leonardo, seus outros netos. Os três moram na cidade. Ela ainda conta com a ajuda de Rafael, filho de Gilbert e da viúva do filho. “Minha vida seria muito difícil sem a fazenda porque já perdi meu marido e meu filho e a minha filha mora na cidade com os filhos”.
     A maioria dos insumos utilizados na fazenda são adquiridosna Coopel: adubo, fungicida e semente, por exemplo. “É uma lavoura que exige muita responsabilidade e dedicação. Venho para cá às 9h da manhã e já aconteceu de eu ficar aqui até 1h da manhã”, conta Ronan Amaral, funcionário da fazenda há quatro anos. “Gosto muito da pontualidade da Coopel e os produtos para plantio são muito bons”, elogia o funcionário. Valdete possui contrato de insumos fechado com a cooperativa, o qual garante preço fixo e maior controle em seus planejamentos. Dessa forma, a produtora consegue otimizar seus custos e realizar outros investimentos em sua propriedade. “Temos tudo à disposição na Coopel, os profissionais nos atendem super bem. Sempre recomendo a cooperativa. Estou aqui porque a Coopel
e Sicoob Credipeu acreditaram em mim. Espero que todos da equipe sejam muito felizes”, deseja Valdete. 
     Os administradores da propriedade estão fazendo um investimento numa represa. “Se der certo, vamos colher até trêssafras por ano”, frisa Ronan. Além de plantar soja, Valdete deseja comprar mais cabeças de gado para reprodução.


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TALENTO PURO

15 de Outubro 2020

          A aptidão para as vendas e para o marketing é uma característica muito forte da colaboradora Maria Angélica Dias Souza. A pompeana trabalha há cinco anos na Coopel Modas como vendedora. “Gosto muito de lidar com o público”, confirma a jovem. Ao lado das colegas, Maria Angélica compõe uma equipe carismática e eficiente mesmo nos momentos mais difíceis. “Acredito que dei certo na Coopel por eu ser uma pessoa amiga e alegre, que integra uma equipe muito unida”, declara.
          Recentemente seu talento foi colocado à prova durante o período mais rígido de isolamento social imposto à cidade de Pompéu para evitar os efeitos trágicos da pandemia do coronavírus. “Sugeri à nossa gerente, a Ana Paula, que a equipe estivesse presencialmente na loja mesmo com as portas fechadas”, relembra. “Nós fotografamos todas as mercadorias e fizemos bastante divulgação da promoção pelas redes sociais”, acrescenta Maria Angélica. E o resultado foi extremamente positivo. “Fizemos as vendas crescerem em um período de crise”, comemora. “Aproveitamos as vantagens das redes sociais porque hoje o cliente gosta de ter as informações receber oproduto no conforto do lar”, explica.

          Com tanto talento para lidar e conquistar o cliente, a moça pretende fazer uma especialização em marketing nas redes sociais. Mas, primeiro ela vai concluir a faculdade de Administração na Unopar com a política de bolsas de estudo da Coopel (ela tem, no total, 50% de desconto nas mensalidades). “Sempre quis estudar, mas não tinha condições financeiras. Com a ajuda da Cooperativa estou realizando o meu sonho”. Maria Angélica está traçando um caminho para galgar cargos mais altos na empresa, lugar onde se sente em casa e valorizada. “Eu já conhecia a Coopel só de falar e, depois que vim trabalhar aqui, comprovei no dia a dia que a Cooperativa é muito respeitosa com funcionários e clientes”, frisa.
          Nas horas vagas a colaboradora gosta muito de fazer aulas de forró (o momento de lazer está interrompido por conta da crise sanitária), jogar cartas, visitar os amigos e assistir filmes no conforto de casa. Discreta sobre a vida pessoal, ela só revelou que namora o Diego Antônio, de Paraopeba, há um ano e seis meses. Para o futuro os planos são muitos: “Quero me formar, ter uma família, estudar marketing e me especializar em redes sociais”, finaliza.

 

SUSTENTABILIDADE EM FAMÍLIA

15 de Outubro 2020

          Foi com muita simplicidade e simpatia que o produtor Saulo Aparecido de Faria, 47 anos, e sua esposa, Maria Silvana da Costa Faria, recebeu a equipe da Coopel na Fazenda São Sebastião da Morada, em Abaeté. Associado da Coopel há cerca de três anos, Saulo, Maria, e os filhos, Vitória Ayane Costa Faria e Saulo Eduardo de Faria, cuidam com muita disciplina, orgulho e união da propriedade. “Eu trabalhava na fazenda com o meu pai e ele me cedeu uma área. Em 2006 começamos praticamente do zero e entregávamos 25 litros de leite. Tudo aqui foi conquistado aos poucos com muito trabalho e dedicação”, relembra.
          O trabalho com o leite é uma tradição de gerações passadas da família e Saulo faz questão de preparar os filhos para que eles deem continuidade às tarefas e na sucessão da fazenda. “Esses meninos vão assumir o meu lugar”. Hoje a fazenda produz cerca de 600 litros de leite diários e a produção é entregue para a Itambé. “Já chegamos a produzir mais de 900 litros de leite por dia. Para o futuro, almejamos ultrapassar a marca de mil litros dia”, planeja o fazendeiro. Além disso, a fazenda possui uma pequena área para criação de galinha caipira e ovos. A cada 15 dias 40 aves são comercializadas e transportadas para Belo Horizonte. A propriedade ainda tem por volta de 20 hectares destinado a plantação de eucalipto.

          Do ponto de vista técnico, o serviço de irrigação do local já é feita em 4,5 hectares. “Desejo chegar a 6 hectares irrigados”, revela o produtor. Recentemente a propriedade recebeu a instalação de painéis solares para redução do consumo de energia e sustentabilidade da fazenda. Com a ajuda da Coopel, os planos de melhorias são ainda mais ousados. “Em breve teremos a assistência técnica do agrônomo assim que a irrigação ficar pronta e quero, futuramente, ter acesso ao atendimento veterinário para fazer o melhoramento genético do rebanho e tenho muita vontade de fazer investimento em composto para tirar leite”, lista Saulo. “Quero mais inovações”, decreta.
          Os insumos usados na propriedade são adquiridos na Coopel. “Pretendo comprar todo o material para a manutenção da fazenda na Cooperativa”, conta Saulo. “Estou associado desde 2017 porque os preços e a assistência técnica me agradaram muito. Os produtos são bons e já notei melhorias na produção”, reconhece. Dono de um sorriso contagiante, Saulo conta com felicidade sobre a sustentabilidade que a propriedade conseguiu atingir nos últimos anos, depois de uma longa jornada de trabalho. “Nossos alimentos são todos produzidos aqui. Atualmente só compramos o arroz”. Tanta fartura é garantida com muita disciplina todo santo dia. “Moro na fazenda e levanto às 5h20 e temos uma folga no meio do dia, depois vamos até às 18h cumprindo todas as obrigações”. O leite é a base da prosperidade dessa família. “Todas as coisas que temos aqui foram conquistadas com o leite. Comprei carro, gado e fiz a casa, por exemplo”, lista o fazendeiro.
          A curta e consolidada parceria com a Coopel é um motivo de dias cada vez melhores naquele espaço. “Não tenho do que reclamar! Sou um associado novo e, pelo o que já conheço, a turma da Coopel é muito legal”, elogia. “O Tão é uma pessoa muito boa, um amigão, quase um pai. Depois que ele saiu chegou o Bruno, que é um colegão nosso! Eles nos atendem no que a gente precisa”, finaliza Saulo.

 

Lealdade e Simplicidade

15 de Setembro 2020

     Com 35 anos de casa, Francisco Eustáquio Pereira, o Macarrão, 54 anos, é um patrimônio da Coopel. Gentil, comunicativo e muito comprometido com seu trabalho, o colaborador ingressou na Cooperativa com apenas 18 anos, em 1985. “Comecei como limpador de carros, e, como eu gosto muito de ajudar, me chamaram para trabalhar com os frentistas na bomba”, relembra. “Alguns anos mais tarde fui chamado para ser gerente do lava jato e fiquei na função por um ano e meio, mas pedi para voltar para a bomba. É o serviço que mais gosto”, afirma. Mas o colaborador gosta
mesmo é de trabalhar na Coopel. “Trabalho feliz em qualquer função porque a Cooperativa é um lugar ótimo para trabalhar”,revela.
     Filho de uma família simples, Macarrão, acredita que, se não tivesse conseguido uma oportunidade na Coopel, teria
continuado a sustentar a sua família com o trabalho na roça (primeira ocupação profissional ao lado do pai) ou como ajudante de pedreiro. “Estudei até o início do ensino médio. Tive que parar de estudar para ajudar minha família e não me arrependo. Faria tudo novamente”, garante. Além disso, ele reconhece que a Coopel garante todos os direitos dos trabalha- Francisco Eustáquio Pereira, o Macarrão, 54 anos dores “pagando o salário em dia, as férias e incentiva muito o crescimento dos funcionários”, acrescenta.
     “Hoje tenho minha casa e uma vida estabilizada graças à Coopel”, aponta. Macarrão é bastante extrovertido e brincalhão. Contudo, o trabalho sempre está em primeiro lugar. “Gosto de trabalhar com gentileza, seriedade e adaptação àsmudanças”, explica.
     Fora da Coopel Francisco gosta de sair para bares e pizzarias. “Por causa da pandemia estou mais dentro de casa. Faço um churrasco de vez em quando, mas, não sou caseiro”. Macarrão torce para o Cruzeiro, mas já aposentou as chuteiras. “Hoje só assisto os jogos”.
     Um conselho que Francisco deixa para os mais novos é saber atender o cliente com muita atenção e fazê-lo sentir-se especial. “Somos prestadores de serviços e devemos buscar o melhor sempre”, acredita. “Também gostaria que os colegas mais novos ficassem menos atentos ao celular, isso não faz bem para o trabalho”, alerta. E outra prática recorrente do colaborador é a gratidão. “Agradeço a todos os que estiveram e estão comigo aqui na Coopel.
Somos uma família e trabalhar aqui é muito bom”. Francisco é casado com Ivandercy Afonso e o casal não tem filhos.